terça-feira, 6 de maio de 2008

Sessão piada


ASSALTANTE BAIANO

Ô meu rei... ( pausa )
Isso é um assalto... ( longa pausa )
Levanta os braços, mas não se avexe não..( outra pausa )
Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado ..
Vai passando a grana, bem devagarinho ( pausa pra pausa )
Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado.
Não esquenta, meu irmãozinho, ( pausa )
Vou deixar teus documentos na encruzilhada .


ASSALTANTE MINEIRO
Ô sô, prestenção
issé um assarto, uai.
Levantus braço e fica ketin quié mió procê.
Esse trem na minha mão tá chein de bala...
Mió passá logo os trocados que eu num tô bão hoje.
Vai andando, uai ! Tá esperando o quê, sô?!


ASSALTANTE CARIOCA
Aí, perdeu, mermão
Seguiiiinnte, bicho. Isso é um assalto .
Passa a grana e levanta os braços rapá .
Não fica de caô que eu te passo o cerol....
Vai andando e se olhar pra tras vira presunto


ASSALTANTE PAULISTA
Pô, meu ..
Isso é um assalto, meu
Alevanta os braços, meu .
Passa a grana logo, meu
Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pra
comprar o ingresso do jogo do Curintian, meu . Pô, se manda, meu


ASSALTANTE GAÚCHO
O gurí, ficas atento
Báh, isso é um assalto
Levanta os braços e te aquieta, tchê !
Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade, tchê.
Passa as pilas prá cá ! E te manda a la cria, senão o quarenta e quatro fala.


ASSALTANTE DE BRASILIA
Querido povo brasileiro, estou aqui no horário nobre da TV para dizer que no final do mês, aumentaremos as seguintes tarifas: Energia, Água, Esgoto, Gás, Passagem de ônibus, Imposto de renda, Lincenciamento de veículos, Seguro Obrigatório, Gasolina, Álcool, IPTU, IPVA, IPI, ICMS, PIS, COFINS...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Quem mandou abrir a boca e comprar briga! Nem precisava disso tudo, no fim deu tudo certo... Mas aí foi falar besteira e ta querendo voltar atrás! Agora já era. Vai ter que aguentar sua medida. Afinal mesmo peso duas medidas não dá.
Dá até que dá. Vc pode tentar, vai comprar outra briga, vai criar outro caso, e no fim talvez nem vai dar certo. Mas tenta, enfim. Se é tão importante pra vc, há ainda uma saída. Converta para a segunda medida, e use ela pra vc tb. Se é que ainda dá tempo...

domingo, 20 de janeiro de 2008

"com a agravante de este, por ter que assumir uma organização poderosa para poder exercer-se, se tornar um segundo Estado, anti-social, dentro do próprio Estado. E, como derivante desta segunda conseqüência, temos, é claro, o prejuízo do Estado, pois não é de supor que ele cobre impostos aos contrabandistas."



fernando pessoa.


segunda-feira, 8 de outubro de 2007

experimental #1

O amor não é uma luta. Não estamos mais nos tempos primitivos em que os homen se batiam para escolher a melhor fêmea. Nem na era medieval em que cavaleiros se digladiavam por uma donzela. Não somos animais. O amor é uma escolha, consciente, e a dois. Você ama, e decide se vive ou guarda pra si esse amor. Se resolver se declarar, a outra pessoa é que tem que decidir. Mas as coisas não acontecem assim: pessoas tentam manipular umas as outras, criam joguinhos, intrigas, fazem fofocas... Isso tudo é só o reflexo de um sentimento que essas pessoas, que eu chamo fracas, não tem coragem de externizar. Sentem-se envergonhadas, culpadas, ou talvez ignorem que o que se passa com elas é prejudicial a si e ao outro. Transformam isso tudo em ações invejosas, movidas pelo ciúme, pela cobiça.
O ser humano é um bicho muito medroso. Tem medo de si e do outro, o tempo todo. Medo do que pode fazer, medo do que o outro vai pensar, medo. E esse medo o coloca na defensiva, sempre esperando algum ataque, verbal que seja, ou por meio dos atos, e a paranóia cresce até que ele começe a atacar para se defender. Aí o ser atacado começa a ficar na defensiva também...e se segue assim, nesse círculo viciado, que abrange tudo e tanto. E as crianças passam a crescer nesse meio que é uma selva social, um tentando ser melhor que o outro, tentando fazer o outro pior. Aprendemos isso na escola, a falar mal dos outros, a ficar levando recadinhos, a espionar a vida alheia. Isso segue na faculdade, no trabalho, em casa...nunca estamos livres.
E eu sou menina, e escuto algumas coisas do tipo: mulher quando reúne é pra falar mal das outras mulheres", "amigo homem é melhor porque mulher é tudo invejosa", e etc. E me sinto muito triste em falar que quando se generaliza, é verdade. E vejo pela minha própria experiência, o motivo ser o mais banal: Homem. Há aqui uma interessante inversão de papéis, em que agora as donzelas se digladiam pelo cavaleiro. Só que a luta é silenciosa, nos olhares, nas meias-palavras ditas, nos atos indiscretos. Mulheres fazem intriga. Nada nobre, da parte delas. Isso faz com que se crie uma imagem de futilidade, nos torna não confiáveis. E o pior, é que os homens gostam! Infla o egozinho gigante deles, que se sentem o centro do mundo feminino, e ainda os dão motivo para se sentirem superiores.
Mas é claro que isso também existe entre os homens, mas eles são mais discretos, e antes de tudo, fazem menos declarações de amizades, o que faz uma diferença crucial: Se o cara não tem tanta intimidade assim com o outro, não há motivo para se sentir culpado ao cobiçar sua namorada, ou objeto de afeto. Com as meninas, é muito mais fácil se chamar de "amiga", pegar roupa emprestada, maquiagem, e quando as duas ficam afim do mesmo cara, ao invés de resolver isso entre as duas, entram numa disputa para ver quem chama mais atenção, deixando o cara se achar....Pior ainda é quando as duas não são amigas, aí a briga se dá sem nenhum pudor, não há a mínima importância com o sentimento do outro.
Nesse ponto eu devo exprimir minha opinião: Mulheres são burras. Se voltam umas contra as outras quando a atenção deveria estar no homem desejado. Bastaria explicar a situação e perguntar"com que você quer ficar?". E pronto. Mas não, as pessoas tem medo de serem sinceras, porque isto seria mostrar-se, e tornar-se vulnerável aos predadores sociais...
Aí eu chego no ponto a que me dirigia. Porque não a sinceridade? A verdade nua e crua ao invés de isinuações? A realidade é o que é, e não há como esconder isso de si mesmo, ainda mais porque a realidade é única para cada um. Se as pessoas deixassem partilhar suas realidades as interações seriam muito mais interessantes e completas. E mais fáceis, também. Ao invés de tentar ficar adivinhando o que se passa com o outro, este lhe diria prontamente!
E eu acho que as histórias de amor mais complicadas, dramáticas e trágicas, poderiam ter sido resolvidas com uma simples conversa... Romeu eu Julieta, por exemplo. Precisava se matar? Era só avisar que estavam juntos para a família e viverem suas vidas de deserdados. Podia haver um pouco de tolerância da parte das famílias também, mas intolerância é um outro defeito primitivo que o homem ainda não se livrou... E nos dias atuais, ao invés de meninas ficarem fazendo joguinhos, dando informações cruzadas (leia-se fofocas), dilacerando-se com os olhares, deveriam sentar e conversar, expor seus sentimentos, respeitar os dos outros. E os homens também. Deveriam perder essa mania de serem mentirosos, enganarem as mulheres (o que fazem com tanta frequencia...) e partir para a sinceridade. Quer ter duas mulheres? Então fale, há mulheres que aceitam isso. tem namorada mas quer ficar com outras? há mulheres que aceitam isso também. Tem gente pra tudo nesse mundo, gente, e basta uma conversa franca pra gente se entender.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

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sábado, 30 de junho de 2007

Inaugurei meu blog com um texto mórbido. Prometo que o próximo vai ser alegre. Afinal jenas molhado é um brilho de glamour fascinante. E não faz muito sentido também, acho que isso tem a ver.

O mórbido passeio

Passeava no parque lá pelas seis horas, horário que a luz fica fraca e as cores parecem vibrar numa frequencia diferente. Arvores, plantas e alguns animais formavam o cenário calmante, relaxante que a envolvia. Porque a natureza relaxa.
Mas dentro da sua cabeça tudo que ela via era natureza morta.
Mas dentro da sua cabeça tudo que ela via era imagens de pessoas que sofriam, sangravam,e clamavam por ajuda no momento de sua morte.Árvores macabras retorcidas e o caminho ensanguentado formavam o cenário que a envolvia.
Depois das seis e meia já escurece e os tons ficam mais azulados e pendendo ao preto. Fica frio. Ela continua caminhando, dando voltas, meio perdida, meio longe dali. Mas nesse horário as imagens ficam mais vívidas, os gritos e lamentos mais altos. Ela própria senta num banquinho e começa a se lamentar.
Não adianta, porque ninguém sabe que ela existe. Ninguém vê que ela está lá no parque. Ela mesma não saberia o que fazer se alguém a notasse. As imagens mórbidas tomam conta da sua cabeça e a impedem de raciocinar comumente. Os outros não entendem...
Ás sete horas o parque já está escuro, e a luz vem só dos postes de iluminação. Dentro do alcance da luz tudo fica amarelado. Fora é tudo negro, escuro.
É hora de voltar pra casa. Sai do parque e volta à civilizaçao, vê carros, lojas e pessoas, passando, e começa a esquecer o que pensou no parque. Volta à vida normal.